Sessão de Relato de Caso


Código

RC094

Área Técnica

Miscellaneous

Instituição onde foi realizado o trabalho

  • Principal: Instituto de Olhos do Recife

Autores

  • TELMA SAMILA CAVALCANTI DAMASCENO DE FREITAS (Interesse Comercial: NÃO)
  • Marcela Valença de Oliveira Cavalcanti (Interesse Comercial: NÃO)
  • Patrícia de Melo Mendonça (Interesse Comercial: NÃO)

Título

CISTO DE IRIS COMO RESPOSTA UVEAL AO TRAUMA CIRURGICO: RELATO DE CASO

Objetivo

Relatar caso de cisto de íris secundário.

Relato do Caso

Paciente masculino, 67 anos, com história prévia de facoemulsificação há 4 anos, chega ao serviço com queixa de deslocamento da lente há 6 meses (sic). Negava história de uveíte ou trauma. Usava apenas lubrificante. Ao exame, apresentava acuidade visual com correção 20/80 em olho direito e 20/60 em olho esquerdo. Na biomicroscopia do olho direito, observou-se uma lesão cística em íris de 5mm X 6mm às 12h com acometimento de eixo visual. No olho esquerdo, apenas observou-se corectopia. Restante do exame sem anormalidades. Já que não dispomos de biomicroscopia ultra-sônica, foi realizado apenas ecografia e OCT de câmara anterior, que evidenciaram cisto de íris. Os cistos de íris são lesões unilaterais, incomuns, que podem ser de origem primária ou secundária. Os de origem primária, iniciam-se do epitélio pigmentar ou do estroma da íris, acometem mais pacientes jovens e do sexo feminino, costumam ser assintomáticos e estacionários. Já os secundários, classificam-se em cistos de implantação (pós trauma, uveíte ou cirurgias), cistos decorrentes de uso contínuo de mióticos e cistos parasitários (raros). Costumam ter cápsula anterior clara, frequentemente progridem de tamanho e podem levar a quadros de uveíte anterior e glaucoma. Raramente requerem tratamento. Entretanto, nos casos que evoluem com complicações tais como glaucoma secundário ao fechamento angular, baixa de visão por invasão do eixo visual, subluxação cristaliniana, distorção pupilar e sinéquias, a remoção cirúrgica pode ser indicada. Outras opções terapêuticas incluem endodiatermia, aspiração, injeção de etanol e YAG laser.

Conclusão

De acordo com as evidências epidemiológicas, história pregressa de cirurgia e características da lesão, o paciente enquadra-se no cisto de íris secundário a resposta uveal ao trauma cirúrgico. Como no caso relatado paciente apresentava acometimento de eixo, optou-se por cirurgia, porém paciente recusou. Aguarda realização do YAG laser.

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